Elas e o Pagode, o Pagode e Elas

11/09/2012 at 21:58 (Uncategorized)

Letra de pagode nunca foi (pelo menos não deveria) parâmetro para expressão de amor. As palavras que carregam são enlatadas, artificiais e genéricas, claramente produzidas apenas para vender e acariciar os ouvidos mais sensíveis e menos preparados, mas nunca para externar uma paixão sincera. Mesmo com a minha mania estúpida de romantizar o romance, tais imbecilidades deveriam passar direto por minha mente, mas um ponto sempre presente nas mesmas incomoda e cria raízes em minha cabeça, perturbando meus pensamentos sempre que as escuto.

Em toda “composição” romântica de autores de tal gênero é comum o foco ser a pessoa amada. Chutes na bunda, decepções, declarações de amor, infantilidades que servem de eufemismo para “eu nem queria mesmo” e coisas desse tipo. Esses elementos não são os motivos de raiva explosiva interna, mas sim a pessoa que trabalha como agente ativa de tais desses atos. Ou melhor, da forma como essa pessoa é tratada.

Como sou homem heterossexual e grande maioria dos pagodes são cantados por homens, falarei aqui sobre o sexo feminino como alvo das letras desse grande gênero da música brasileira. Mais especificamente sobre elas como alvo de declarações amorosas desesperadas em forma de música.

É estranho o tratamente que lhes é reservado pelos escritores. Em diversas canções o sujeito se retrata como um homem livre de defeitos, o tão famoso e controverso cavaleiro de armadura branca. Não é estranho de se encontrar coisas parecidas com “sou eu quem te trará felicidade” ou “sou o cara perfeito para você e só você não vê” e outras pérolas da automassagem no ego. É estranho pra mim – e até um pouco irritante – que o foco seja perdido totalmente e o mensageiro passe a ser a razão da mensagem.

Partindo para um âmbito mais pessoal, vejo a pessoa desejada acima de mim. Um vaso raríssimo repleto dos mais perfeitos defeitos e mais angustiantes qualidades. A escada mais difícil de ser derrotada, mas a mais recompensadora de se vencer. Alguém que me faz odiar a mim mesmo por pensar, mesmo que por um instante, que mereço estar ao seu lado.

Passado o desabafo, acredito ter explicado o motivo de minha fúria com tais letras. Já não bastassem as palavras possuírem a profundidade de uma piscina infantil, a já fraca intenção que poderia haver dentro daquele produto é completamente enterrada e desvirtuada, tornando tudo um pouco mais doloroso de se consumir.

É passível de discussão se o texto cru ou o exagero são as melhores formas de se expressar esse específico sentimento tratado aqui, mas a diminuição com certeza nunca será.

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A Encruzilhada

15/11/2011 at 14:30 (Uncategorized)

Estava ali sentado na praça de alimentação movimentada, porém silenciosa do shopping. Esperava a comida e o filme serem digeridos pelo organismo. Enquanto esperava, decidiu puxar seu bloco e caneta habitual e escrever as primeiras turbulentas, espontâneas e até mesmo nojentas coisas que viessem à cabeça. Entre anotações, risadas, rabiscos e “esfaqueadas” no papel, sentiu uma daquelas sensações bizarras de que seu celular estava vibrando quando o celular está mais apagado e imóvel que aquele seu tio embriagado depois do churrasco de sábado. Eu sei que você sabe o que é isso, não negue (o caso do celular e do tio, obviamente). Foi aí que o momento do dia aconteceu…

Puto e conformado devolveu o celular ao bolso e, sem motivo, resolveu levantar a cabeça e se desprender por um momento de seus pensamentos e anotações. Nessa hora pareceu que a vida, vadia sem coração dona de um sapato de salto extremamente fino capaz de perfurar qualquer coisa na qual pisa, separou um instante para focar nele mesmo. Ou melhor, para fazê-lo focar nele. Seus olhos fitaram quase que instantaneamente dois homens, ambos extremamente parecidos com ele, fazendo-o pensar que, pela idade aparente de ambos, representavam o seu nem tão distante futuro. Mesmo não acreditando em sinais divinos ou qualquer tipo de propósito em acontecimentos isolados, resolveu entrar na brincadeira e começar a refletir sobre aquilo tudo que estava a sua frente. Se pôs a observar atentamente os indivíduos e subitamente mergulhou no emaranhado de pensamentos perturbados que habitam sua cabeça.

O primeiro homem estava mais ao seu lado, sentado em uma das mesas. Cabelos negros visivelmente tingidos, um rosto de aparência acabada e um dedo sem aliança, mas acompanhado de uma mulher. Intimidade era a ultima coisa que aquela mesa demonstrava, o que passava a impressão de que qualquer fosse o relacionamento existente entre os dois, não passava de um caso ou um namoro recém-começado. Claramente o homem parecia rejeitar a idade ou tentar compensar uma possível vida calma que levou. O rosto acabado explicitava a velocidade e desregramento com a qual essa compensação foi gerenciada pelo Charlie Sheen carioca. Aquilo, mesmo que encarado como uma simples brincadeira, assustou o coitado rapaz que se via perfeitamente no corpo daquele patético ser humano. Mas a visão a seguir o tranquilizou de certa forma. Mais a sua frente, de pé, com um ar imponente, estava o segundo homem que seus olhos avistaram. Ao seu lado, o que parecia ser sua mulher e seu pequeno filho. Seus cabelos negros deixavam escapar alguns poucos fios brancos que pareciam armar lentamente uma tática para tomar todo o couro cabeludo. Seu rosto era de certa forma jovial, carregava um sorriso aberto a cada fim de frase e um sorriso de canto de boca a cada palavra escutada. Assim como o outro homem, parecia ter levado uma vida calma, mas resolveu adotar o estilo e aceitar o que melhor lhe cabia. Parecia extremamente feliz com a escolha feita. Pelo menos eram o que as faladas ao pé do ouvido da mulher seguidos de tapas e risadas e as brincadeiras despreocupadas com o filho demonstravam. Nada parecia abalar aquela felicidade, nem mesmo um estranho que insistia em encará-lo com uma estranha expressão de análise e alívio.

Diante disso o rapaz decidiu, pelo seu medo de encarar alguém por muito tempo e pela necessidade de se tirar daquela brincadeira que ele tinha mergulhado mais do que queria e deveria, que era melhor voltar ao que lhe cabia. Voltando seus olhos ao bloco, abaixou a cabeça, passou a mão no cabelo, coçou a barba, soltou um sorriso e escreveu estranhamente trêmulo no papel: “E então meu rapaz, qual deles vai ser?”.

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Simplesmente Incompreensível

29/08/2011 at 21:40 (Uncategorized)

Eu tentei. Pode não parecer muito, mas eu tentei. Pareceste não ligar, mas eu tentei.

Venci o medo, a timidez, de certa forma me superei e mesmo assim pareceu não importar.
O que me irrita é que eu não te odeio. Nem um pouco. MUITO pelo contrário.

Eu falo coisas, penso coisas, xingo coisas, soco coisas… Mas na primeira foto do seu sorriso, desmonto. É você chegar perto e o frio na barriga volta. Você dirigir a palavra a mim e a cabeça encher de palavras, a voz faltar e a garganta dar um nó.

Me falta até palavras pra escrever. As únicas que passam pela minha cabeça são “Que porra é essa?!”.

E é isso que me dá raiva.

Mas isso é bom. A raiva me move, me completa. A raiva me faz agir de forma que eu não agiria, até ser o que eu não seria.

A raiva solta as muitas correntes que me prendem, que impedem que eu me perca.

E por mais que eu não queira, é isso que eu preciso: Me perder pra esquecer.

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Red Labeled Blues

16/08/2011 at 00:04 (Uncategorized)

Era um homem comum. Homem não, apenas um jovem comum. Ou de acordo com os padrões atuais, um jovem bastante incomum. Não via graça em bebidas alcoólicas ou essas coisas da juventude. Na verdade, não via graça em quase nada. A não ser Nela. Ela habitava seus pensamentos noite e dia, dia e noite. E naquela noite tudo se resumia a ela. Os passos trocados, o braço arrastando e procurando uma parede qualquer e a garrafa do Whisky mais vagabundo existente em sua mão indicava algo errado. Seu contato constante com o cinema tinha lhe proporcionado a possibilidade de ver “glamour” no sofrimento e o fez ter a ideia de que a melhor forma de esquecer um problema era se afogar em Álcool. Mesmo que não fosse lá grande fã, saiu em busca de uma bebida qualquer que o tirasse da realidade por um instante. Dizia para si mesmo que bebia para esquecer, mas o esforço pra esquecer só o fazia lembrar ainda mais de tudo. Dela, do acontecido, do que poderia acontecer e do que ele queria que realmente tivesse acontecido.

As cenas do filme assistido e as cenas do drama vivido se embaralhavam em sua cabeça. Talvez por causa da bebida, pareciam dançar em uma sincronia perfeita, se encaixando perfeita e cruelmente. Seu subconsciente nesse momento parecia um Montador sádico, revezando os takes com tamanha perfeição que parecia procurar emprego ao lado de Scorsese  ou Spielberg. Uma palavra dita por ela, o vagão explodindo. Uma indecisão, a bela menina aos berros. O olhar de pena, o pai se sentindo impotente diante da impossibilidade de lutar contra o que ameaça sua cria. Fechava e abria os olhos rapidamente, tomava mais um gole, batia a cabeça na parede, mas nada parecia fazer aquilo parar. Recitava as “falas” Dela com um tom quase colossal de deboche, mas em vez de aliviar a dor, as palavras pareciam sair de sua boca, rebater no fundo da garrafa e voltar como um tapa ardente em seu rosto, um soco nauseante em seu estômago e um aperto esmagador em seu peito.

Seguia assim seu torto, torturante e confuso caminho, cantando The Doors aos berros e xingando o vento (entre um soluço e outro, é claro). As frases “Show me the way to the next little girl oh, don’t ask why oh, don’t ask why” pareciam sair como vômito de sua boca (ou talvez fosse realmente vômito. Maldito Whisky). Era tudo tão automático que parecia que aquela música tinha sido escrito para ele, para aquele momento, por ele, assim como as melhores costumam ser. Ao chegar na porta do que parecia sua casa, uma pequena pedra o fez tropeçar e cair como um saco de areia no chão. Sem forças para se levantar, se manteve sentado encostando sua cabeça na porta e uma ultima lembrança Dela surgiu diante de seus olhos fechados. Mais um frio na barriga, mais uma pontada no peito e mais uma dor na cabeça. Nesse momento seu repertório mudou. Continuou por um instante cantando Doors, mas a frase “no more mr.nice guy” começava a sair, finalmente, de sua garganta. Aquilo que o sufocava por tanto tempo, que forçava saída a tantos anos, finalmente começara a se desprender, aliviando a garganta e o peito daquele patético ser humano deitado na porta de uma pessoa qualquer.

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A Corrida

02/08/2011 at 18:23 (Uncategorized)

Sou um cara de sentimentos. Não que eu tenha um coração extremamente mole, eu simplesmente prezo e me agarro aos que tenho. As vezes eu acho que até demais. E isso me proporciona problemas com as criaturas mais belas e cruéis que existem: As mulheres.

Talvez isso aconteça por eu ser um babaca. Ou talvez aconteça por eu não ser um babaca. Ou talvez é errada a minha definição do que é ser babaca. Ou talvez é errada a minha definição do que não é ser babaca. Na verdade essa discussão levaria muitos filósofos a perderem noites de sono deixando de lado essa baboseira toda de “quem somos e para onde vamos”. As vezes eu acho que seria melhor eu poder desligar seja lá o que é responsável por essa doce maldição que são os sentimentos (Nós românticos costumamos culpar o coitado do coração mas talvez não seja uma grande ideia desliga-lo). Talvez tudo fosse um pouco mais fácil.

Mas é como diz a música: “Each time I find myself flat on my face, i pick myself up and get back in the race.” Com um carro um pouco mais destruído, despedaçado e que utiliza seus últimos suspiros como força para chegar em um “Pit Stop” que parece simplesmente não existir. Eu luto com todas as minhas forças contra a ideia de tirar o pé e deixar o carro morrer e sair dali, correndo, para o mais longe possível.

Ou talvez eu deveria ouvir mais os conselhos de grandes amigos e só beber mais.

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Lembranças

12/07/2011 at 23:49 (Uncategorized)

Ainda lembro bem daqueles braços em volta de mim

Ainda lembro bem dos dedos dela no meu cabelo

Ainda lembro bem da testa lisa que eu beijava dizendo que ia ficar tudo bem

Ainda lembro bem do lindo sorriso que insistia em aparecer mesmo quando eu lançava a minha mais sem graça piada

Ainda lembro bem dos lindos cabelos ruivos ao vento

Ainda lembro bem da vergonha ao me perguntar se sua pele branca estava muito rosada quando saía no sol

Ainda  lembro bem das tardes que passamos olhando pro nada abraçados na rede

Ainda lembro bem de resmungar toda noite antes de cair no sono da minha estupidez por ter transformado tudo isso em somente lembranças

É, só lembranças.

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Eu e as mulheres

03/07/2011 at 23:37 (Uncategorized)

Não vou aqui pagar de “loser” com as mulheres pois não é bem assim que a coisa funciona comigo. Meu problema se resume aos casos mais sérios. Não sou a pessoa mais aberta a sentimentos que existe no planeta mas já gostei de algumas poucas garotas. Paixão passei longe e por uma pura e simples conclusão lógica você deve imaginar que amor está para mim assim como caviar está para nosso querido amigo e filósofo Zeca Pagodinho. Em todas as minhas empreitadas em gostar de alguém me fudi violentamente de uma maneira diferente em cada caso e sempre pensei: “chega, nunca mais saporra na minha vida.” mas como se pode imaginar, depois de um determinado tempo acontecia de novo e a história se repetia com suas particularidades. Eu sempre culpei a sorte(ou o azar, né) por não dar certo mas parando para analisar bem, acho que obviamente tive minha parcela de culpa. Talvez eu tenha sempre posto tudo a perder pelo meu jeito de entrar com os dois pés no peito da situação e provavelmente esse não é o jeito de se levar esse tipo de coisa.

O que sempre me incomodava um tanto era o fato de eu simplesmente nunca saber direito o motivo daquilo. Nunca era pela mais bonita(Pra mim era mas estamos falando de um pouco de realidade aqui, né), nunca era pela que mais tinha a ver com a minha pessoa e nunca era pela que eu achava que seria.

Bom, essa firula toda foi pra dizer que guess what? It’s fucking happening again e as chances de eu me ferrar feito uma prostituta em feriado são de 98% com margem de erro de 2% para mais ou para menos. E novamente me pego simplesmente me perguntado: WHY, DESGRAÇA? Qual o motivo? Sério, eu sou PhD em gostar da pessoa errada e por motivos tão desconhecidos quanto a real existência do Juju da montanha. Se sempre me faltou jeito com essas coisas mas sempre me sobrou sorte, hoje em dia me falta ambos em proporções nunca imaginadas pela humanidade.

Mas acho que é assim que as coisas funcionam e eu só posso torcer pra dessa vez dar certo por mais que eu saiba que bom… provavelmente não vai acontecer. E nesses tempos de tremenda falta de jeito e sorte só consigo desejar de volta meus tempos de infância em que eu andava de bicicleta com a perna quebrada, lutava judô com dedo quebrado e minha única preocupação para com as mulheres era de dar casa, comida, dinheiro e amor… no The Sims.

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Sem muitos motivos

26/02/2011 at 02:25 (Uncategorized)

O que vi nela já que nossos gostos não se aproximam? Já que no que vejo tamanha beleza e genialidade, ela vê chatice? Já que nem a conheço direito?

Talvez tenha sido o seu jeito de gesticular enquanto fala, seu jeito de colocar o cabelo atrás da orelha, seu jeito de andar, sua voz, seu rosto, seu sorriso, sua gargalhada, o que eu tenho certeza que ela é, o que eu ainda não sei o que ela é ou o que ainda vou descobrir que ela é.

No final, o que importa mesmo é que foi.

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Eu e meu velho eu

24/02/2011 at 23:52 (Uncategorized) (, , )

As vezes eu acho que meus pensamentos com relação a relacionamentos e mulheres não condiz com minha idade.

Eu deveria estar pensando em sair, me atracar com o máximo de gajas possíveis e me focar em garotas vazias, belas e…Digamos… Promíscuas. No entanto só consigo me admirar por mulheres que com seu conteúdo, se tornam muito mais belas que qualquer bunduda ou peituda com suas roupas apertadas ou curtas.

As pessoas berram “Seu velho”, “Seu gayzinho”, “Seu iludido” e vomitam suas sabedorias de pegadores e como é bom a liberdade de poder sair com mulheres que não se preocupam nem em perguntar nomes o que minha cabeça simplesmente não consegue computar como certo.

Em vez de bundas e peitos, caráter e inteligência chamam minha atenção. Por mais mal-humorado e estressado que eu seja, meu lado romântico e fiel acaba pesando até mais do que eu gostaria. Detalhes como jeito de falar e de gesticular me quebram de uma maneira até assustadora.

Certas vezes o pensamento de “Estou errado” me domina mas é logo tirado pela minha cabeça dura e teimosa. Por mais que berrem que eu estou errado e que deveria “adolescentar” mais, eu não quero e não consigo.

Assim eu vou me fudendo mas me fudendo rindo, já que sei que estou me fudendo por “seguir o que acredito” e não mudando por “status”. Até porque o importante é estar bem consigo e não ficar mal tentando impressionar terceiros.

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Review: A Origem(Inception)

09/08/2010 at 22:03 (Reviews) (, , , , , )

Quando vi “Amnésia” pela primeira vez eu fiquei espantado. Eu era pequeno e não entendi direito e tive que ver pela segunda vez e ai sim, fiquei maravilhado com o filme. Christopher Nolan me conquistou ai. Não vi o filme de estréia dele(Following) mas assiti todos os outros e sou “Fan Boy” do cara. E fui ver o tal do filme ousado que ele fez o favor de nos deixar ver. Sim, favor! Uma beleza cinematográfica dessas não se vê todos os dias, ainda mais nesses tempos de comédias românticas clichês e comédias físicas forçadas. Mas vamos ao filme.

O filme traz a história de um grupo especializado em entrar nos sonhos das pessoas e extrair informações confidenciais  para ajudar empresas concorrentes que recebe uma proposta de trabalho diferente da usual: IMPLANTAR uma idéia na cabeça de uma pessoa.

Viajar pelo mundo dos sonhos é algo que atrai pelas possibilidades ilimitadas que lidar com o “irreal” traz. Nolan explora isso muito bem, não ao máximo, mas com a competência de sempre.

Uma história complexa e bem amarrada que te prende na cadeira e te faz pensar. Um dos pontos altos do filme é a confiança que Nolan tem no espectador. Ele confia na inteligência de quem está assistindo e não fica voltando para remoer CADA PARTE do filme para que fique tudo moidinho para quem assiste. O filme é cheio de reviravoltas e lembra muito “Shutter Island” pela sua complexidade e capacidade de enrolar a cabeça das pessoas durante toda a experiência.

O visual do filme é magnífico! Efeitos especiais sensacionais garantem uma experiência visual sensacional até mesmo espantando o espectador juntamente com o roteiro.

Destaque para as ótimas atuações de todo o elenco principalmente DiCaprio(Presente, e muito bem, no citado “Shutter Island”) e Jordan gordon levitt que em “500 dias com ela” mostrou seu potencial e em Inception mantém o nível.

Com Inception Christopher Nolan prova que é um dos melhores diretores da atualidade e emplaca um filme delicioso que deve ser visto, revisto, discutido e mantido na cabeça das pessoas por muito tempo.

Nota: 5/5

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